quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Morte de Infante D. Henrique assinalada na Batalha e Algarve

Durante quatro dias, as câmaras algarvias e da Batalha promovem um programa que assinala a morte do Infante D. Henrique.
Presidente da República associa-se à efeméride

Uma cerimónia protocolar para assinalar os 550 anos sobre a morte do Infante D. Henrique, em Lagos, será o ponto alto das comemorações de homenagem ao infante, que começam na próxima sexta- feira e se estendem a quatro concelhos, entre eles Batalha.
De acordo com a organização, que envolve as Câmaras Municipais de Lagos, Aljezur, Vila do Bispo e Batalha, a cerimónia, marcada para as 16h00 do próximo sábado na Praça do Infante, em Lagos, será dirigida pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
As comemorações iniciam-se sexta-feira em Aljezur com a inauguração de uma estátua do infante, à qual se segue uma palestra nos Paços do Concelho sob o tema ‘O Infante e as Terras do Barlavento’, proferida por José Manuel Garcia.
No sábado, o programa matinal terá lugar em Vila do Bispo, onde haverá a palestra ‘O Príncipe Henrique: um homem plural em terras do fim do mundo’, por Artur Jesus, seguida de uma romagem ao promontório e fortaleza de Sagres.
Durante a tarde haverá em Lagos uma cerimónia presidida, de acordo com a organização, por Cavaco Silva, à qual se segue uma visita ao núcleo museológico do mercado de escravos e à exposição ‘Retratos do Infante D. Henrique’.
O programa de sábado encerra com a ante estreia da peça sinfónica ‘Suite das Descobertas’, pela Orquestra do Algarve, que terá lugar no auditório do Centro Cultural de Lagos e se destina apenas às entidades convidadas.
No domingo, as comemorações deslocam-se quase 400 quilómetros para o Mosteiro da Batalha, estando prevista uma missa em memória do infante celebrada pelo Cardeal Patriarca de Lisboa e uma cerimónia protocolar junto ao seu túmulo.
Ao final da manhã haverá ainda a palestra ‘O Infante, a Batalha e os Destinos de Portugal’, proferida por Saul António Gomes, e a inauguração de um busto do infante, no Mosteiro de Santa Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha.
As actividades integradas nas comemorações dos 550 anos sobre a morte do infante são uma organização conjunta da Associação de Municípios Terras do Infante (Lagos, Aljezur e Vila do Bispo) e da câmara da Batalha.
Nuno Henriques, Diário de Leiria, 10 de Novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Campo Militar de S. Jorge de Aljubarrota classificado como monumento nacional

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O Campo da Batalha de Aljubarrota e a sua área envolvente, no concelho de Porto de Mós, estão desde ontem classificados como monumento nacional, uma decisão tomada em Conselho de Ministros, que deu igual tratamento à Igreja do Sagrado Coração de Jesus, ao edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian e ao Jardim Botânico de Lisboa.
Em comunicado, o Conselho de Ministros justifica a decisão com o facto de se tratar de "património que representa um valor cultural de significado para o País e que deve ser objecto de especial protecção e valorização, no quadro da obrigação do Estado de proteger e valorizar o património cultural".
Recorde-se que o espaço em causa foi palco da Batalha de Aljubarrota, ocorrida entre os exércitos português e castelhano num planalto entre a ponte do Boutaca, concelho da Batalha, a norte, e o Chão da Feira, concelho de Porto de Mós, a sul, no dia 14 de Agosto de 1385, representando, como realça o comunicado do Conselho de Ministros, "um momento decisivo de afirmação de Portugal como reino independente, marcando o imaginário de muitas gerações".
"Para além da sua importância histórica, a batalha foi igualmente pretexto para o desenvolvimento de uma táctica militar inédita, apurada na Guerra dos 100 Anos e posta em prática por D. Nuno Alvares Pereira, de que é testemunho o complexo sistema defensivo, constituído por cerca de 800 covas de lobo e dezenas de fossos, posto a descoberto nas campanhas arqueológicas que decorrem desde 1958", acrescenta.
Diário de Leiria, 5 de Novembro de 2010