segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Partenon de Atenas

O Partenon ou Partenão (em grego antigo Παρθενών, transl. Parthenōn) é um templo da deusa grega Atena, construído no século V a.C. na acrópole de Atenas. É o mais conhecido dos edifícios da Grécia Antiga.
O Partenon é um símbolo duradouro da Grécia e da democracia, e é visto como um dos maiores monumentos culturais do mundo. O nome Partenon parece derivar da monumental estátua de Atena Partenos abrigada no salão leste da construção. Foi esculpida em marfim e ouro por Fídias e o seu epíteto parthenos (em grego παρθένος, "virgem") refere-se ao estado virginal e solteiro da deusa.
O edifício foi construído por iniciativa de Péricles, líder político ateniense do século V a.C., e a sua construção foi supervisionada por Fídias, encarregado também das esculturas decorativas. Os arquitectos foram Ictinos e Calícrates e a construção começou em 447 a.C. e estava substancialmente pronta em 438 a.C., mas a decoração continuou até 433 a.C.
 O Partenon, um templo dórico com elementos arquitectónicos jónicos, abrigou a colossal estátua da Deusa Atena Pártenos do escultor Fídias, consagrada entre 439 e 438 a.C. As descrições falam de uma estátua criselefantina (ouro e marfim) de doze metros de altura composta por uma carcaça de madeira revestida por placas de ouro e marfim, material um tanto frágil. Infelizmente não sobreviveu até nossa época.
O templo foi dedicado à deusa da cidade, embora as obras continuassem até o começo da Guerra do Peloponeso. As métopas dóricas na colunata exterior e o friso jónico na parede exterior superior da cella foram completados em 438 a.C. As noventa e duas metópas foram executadas em baixo-relevo, prática até então usada somente em metais preciosos e o seu desenho é atribuído ao escultor Kálamis. As do lado leste descrevem a Gigantomaquia (a luta entre os deuses do Olimpo contra os Gigantes ou Titãs) e as do lado oeste a Amazonomaquia (a mítica batalha dos atenienses contra as amazonas). As metópas do lado sul mostram a Centauromaquia Tessaliana (a batalha entre os lápios, ajudados por Teseu contra os centauros, meio homens, meio cavalos), à excepção de uma parte perdida. No lado norte, a decoração encontra-se muito danificada, mas parece referir-se ao saque de Tróia.
Estilisticamente, as metópas apresentam traços do estilo Severo na anatomia da cabeça das figuras, na limitação do movimento corporal e na presença de veias acentuadas nas figuras dos centauros. Várias  figuras permaneceram no Partenon, mas com excepção das do lado norte, encontrando-se muito danificadas. Algumas estão no museu da Acrópole, grande parte no museu Britânico e outras no Louvre. O mais característico na arquitectura e decoração do templo é a existência de um friso jónico ao longo das paredes exteriores da cella.
Esculpida em baixo-relevo, descreve uma idealizada versão de uma procissão pantenaica do "Portão Dipilónico" em Carameico até a Acrópole. Nesta procissão, realizada cada quatro anos, atenienses e convidados participavam oferecendo sacrifícios e novas roupas (peplos, feitas por jovens nobres atenienses chamadas ergastinas) em honra da deusa Atena. O friso foi feito no próprio local e está datado de 438 a.C..
   A riqueza da decoração do templo é única para um clássico templo grego, mas está de acordo com a sua utilização como câmara, no opisthodomus (salão oeste na parte de trás da cella) espaço reservado à guarda do tesouro da Liga de Delos.

sábado, 20 de novembro de 2010

Vila do Juncal - 1560-2010

Descobrir o Juncal

História

Crê-se que terá sido a falta de água a motivar a deslocação das populações para esta localidade, pois aqui, entre juncos, abundavam nascentes. Daí, também, a denominação de Juncal e de uma das mais importantes actividades artesanais que caracterizou a freguesia, o fabrico de cestas de junco e teares manuais bastante simples.
Em 1560 é fundada a freguesia do Juncal, tendo-se separado da Colegiada de S. Pedro e Santa Maria de Porto de Mós. Em 1758 já tinha 485 moradores e a sua principal actividade económica era a agricultura, nomeadamente o cultivo da oliveira, do trigo e da vinha existindo, assim, vários lagares e moinhos de azeite.
Situando-se o Juncal numa região de bons solos de barro, foi escolhido, em 1770, por José Rodrigues da Silva e Sousa para aqui fundar uma cerâmica que viria a ser conhecida como Fábrica do Juncal. Ao longo das últimas décadas do século XVIII, a actividade cerâmica ganhou importância económica, ao lado dos curtumes e da agricultura, que continuava a ocupar grande parte da mão-de-obra.
No século XIX, na primeira a Invasão Francesa, a freguesia perdia 664 dos seus 1576 moradores e a Fábrica de José Rodrigues da Silva sofreu grande destruição, tendo reiniciado a sua actividade em 1811. A actividade agrícola continuava a ocupar grande parte da população, mas no que respeita ao trabalho do barro, o Juncal possuía 3 das 7 olarias do concelho. Após o encerramento da Fábrica, em 1876, fornos de telha e olarias foram surgindo. Em 1927 foi fundada a cerâmica de construção civil de J. Coelho da Silva e em 1947 a Olajul, de cerâmica utilitária e decorativa. Neste ramo, muitas outras empresas têm surgido, no fabrico de faiança utilitária e decorativa: a decoração de azulejo, a produção de louça de mesa….
Coelho da Silva e em 1947 a Olajul, de cerâmica utilitária e decorativa. Neste ramo, muitas outras empresas têm surgido, no fabrico de faiança utilitária e decorativa: a decoração de azulejo, a produção de louça de mesa….
1.  Moradia do século XX
 
Construída no início de 1932 e concluída em 1940. Possuí uma capela recheada de arte sacra e de pinturas de grande valor artístico e religioso. 







    2.    Junta de freguesia   

    3. Estátua do Comendador João Coelho da Silva







 5. Igreja Paroquial de S. Miguel

          Datada de 1780, de estilo rococó, que pode observar-se logo na fachada, onde o portal encaixa num frontão "rocaille" encimado por um grande nicho com a escultura de S. Miguel e por dois janelões laterais. O Corpo da Igreja é de uma nave com tecto estucado e policromo com medalhões tendo, no centro, um que representa S. Miguel. As paredes apresentam painéis de azulejo com cenas do Evangelho, da autoria de José Rodrigues da Silva e Sousa, fundador da fábrica do Juncal do século XVIII.

      

6. Salão Paroquial

Inaugurado em 1935 pelo senhor Bispo D. José Alves Correia da Silva.









 9. Casa da Família Calado (actualmente propriedade da Câmara Municipal de Porto de Mós)

 
Rafael da Fonseca Barreiros Calado nasceu a 27 de Dezembro de 1888. Herdou dos seus pais um vasto número de propriedades agrícolas, tendo-se dedicado à produção do vinho e azeite. Construiu o primeiro lagar de azeite de prensa hidráulica no Juncal. No entanto destacou-se pelas suas qualidades de poeta, investigador, publicista e coleccionador.










 

10. Painel de azulejo que representa Nª. Sra das Dores. Original da Real Fábrica do Juncal.

Conta-se que o executor desta obra era casado com uma parteira. Quando a sua mulher era chamada para assistir a algum parto acendia uma lamparina a Nª Srª das Dores.



 11. capela de S. Miguel do Peral












 
O brasão da freguesia é composto por um escudo verde, duas bilhas douradas, umas “asas” prateadas e quarto hastes de junco dourado a “abraçar” este conjunto. Por cima, há uma coroa mural como 4 torres prateadas e em baixo uma faixa branca com a legenda «JUNCAL—PORTO DE MÓS». Deste modo, estão representadas a loiça do juncal, o junco que deu o nome à freguesia, e as asas de S. Miguel, o padroeiro da freguesia




Trabalho realizado no ano lectivo 2009/2010, pelos alunos do 9º ano inscritos no Clube do Património Local, no âmbito das Comemorações dos 450 anos de elevação da vila do Juncal a freguesia.